Compras coletivas: o e-commerce precisa entrar nessa onda

Recentemente, estive em contato com mais um lead interessado em um site de compras coletivas. O interesse por desenvolver sistemas desse gênero aumentou após a explosão na mídia do sucesso desse tipo de site.

O efeito era totalmente previsível, uma vez que a internet brasileira, infelizmente, é baseada em imitação de conceitos já existentes e, na sua maioria, criado no continente americano.

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A grande questão é que os sites de compras coletivas trouxeram uma realidade nova para o comércio eletrônico: o público feminino. Já sabemos que o comércio eletrônico é movimentado na sua maioria pelo público masculino - ao menos este era o consumidor predominante, até a chegada do novo conceito de compras.

Não sei explicar o fator psicológico envolvido e deixo a questão para os entendidos no assunto, mas acredito fortemente que essa nova realidade está ligada a duas palavras que soam como música para o universo feminino: "promoção" e "grandes descontos" - esta última poderia ser lida ainda como "liquidação", já que os preços executados por esses serviços.

Ainda não existe uma pesquisa que consolida o e-commerce incluindo as compras coletivas, mas sabe-se que o novo jeito de comprar é dominado de forma esmagadora pelas mulheres.

No Brasil, as compras coletivas ainda mantêm domínio no segmento de serviços. Porém já existem pelo menos três projetos em andamento para a inclusão de produtos nessa forma de compra.

É justamente nesse momento que reforço o que venho apresentando em reuniões e palestras: o e-commerce tradicional precisa entrar nessa onda, caso contrário ganhará um concorrente forte e com grande potencial, muito maior do que se esperava dos sites de leilão.

Infelizmente, as compras coletivas são vistas apenas como ferramenta de marketing, quando deveriam ser tratadas também como canal de venda. Os tradicionais formatos de venda já possuem o fator negociação e volume a seu favor - sem falar na credibilidade das grandes marcas, fator importante quando falamos em compras pela internet.

Converter essa potência em vendas não seria nada complicado, pelo contrário. Na verdade, é uma engenharia que depende mais de estratégias do que qualquer outro fator.

O cardume (leia-se consumidores) não quer só funcionalidades novas como "comprar com um clique" ou compartilhar uma lista de desejos na rede social. Pensar dessa forma é pensar pequeno, pois todo consumidor busca por preço, desconto e promoção em primeiro lugar - salvo exceções de mercados e nichos específicos. Imagine um mesmo equipamento eletrônico, em duas lojas na internet de sua confiança: qual é o fator que vai determinar na sua decisão de compra?

O e-commerce tirou do consumidor, principalmente o brasileiro, o direito de pechinchar e negociar cara a cara com o vendedor para melhorar preço e condições de pagamento.

Talvez as compras coletivas devolvam isso ao consumidor de certa forma. As lojas virtuais tradicionais que insistirem em manter o preconceito ou dar em pouca importância para esse modelo vão abrir margem para o aumento da concorrência e o declínio nas vendas.

Com a faca e o queijo na mão, ou melhor, a isca e o anzol, os macacos velhos do mercado não deveriam perder uma oportunidade como esta.

Fonte: iMasters

 

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