Por que as compras coletivas estão em alta no Brasil?

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Este tipo de serviço, basicamente online, vem ganhando força nacional e atrai cada vez mais empreendedores. Entenda suas nuances e riscos.

Desde o início de 2010, as compras coletivas online tem se mostrado um negócio em expansão no Brasil..Este modelo, baseado em uma ação de marketing, explora preços baixos, produtos de alta qualidade e tempo finito para uma promoção.

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A ideia visa basicamente criar um ambiente propício para a compra por impulso. De acordo com Flávio Antonio da Costa Filho, diretor da Buy2Joy, empresa especializada em soluções de internet, a aderência de cada vez mais empresários a estas iniciativas está relacionada ao fluxo de novos clientes que este tipo de ação pode atrair para o seu negócio.

“Este modelo foi trazido ao Brasil e ganhou tamanha expressividade por um ponto principal: o preço. A aderência do sistema por parte dos empresários ganha força pela quantidade de ‘cupons ofertas’ que são capazes de vender atraindo um grande público aos seus estabelecimentos”, explica.

O sucesso deste negócio já chamou a atenção do Google, que tentou adquirir o site de compras coletivas Groupon no final do ano passado por US$ 6 bilhões. No Brasil, a iniciativa tem se mostrado um investimento pelos grupos de mídia, como Abril e RBS, que possuem os sites Bananarama e Desejomania.

O apresentador Luciano Huck também aderiu ao movimento e tornou-se sócio investidor do Peixe Urbano. O grande apelo multimídia que estes grupos de comunicação possuem facilita o crescimento do negócio.

Operando atualmente em São Paulo, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba, o Desejomania, do grupo RBS, oferece diariamente produtos e serviços a preços promocionais, com descontos reais a partir de 50%.

Para Eduardo Aspesi, Vice-Presidente de Mercado Nacional do Grupo RBS, mídia é uma parte fundamental dentro da estratégia de um negócio desse segmento, o que justifica a entrada neste negócio. “O Grupo RBS tem a facilidade de possuir um arsenal multimídia muito forte, que já vem sendo utilizado com muito êxito para impulsionar o crescimento do Desejomania”, conta.

O site da RBS utiliza uma ferramenta de análise de dados desenvolvida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), que permite avaliar o comportamento do consumidor, o melhor dia para a oferta do produto ou serviço, desconto a ser praticado e preço para otimizar o sucesso da oferta.

Este tem sido o principal ponto de risco apontado por consultores. Afinal, a facilidade de entrar neste mercado com baixo investimento, faz com que os produtos sejam oferecidos sem a inteligência necessária.

Existe o espaço de divulgação, sem o cuidado de pensar na estratégia da ação para que o empresário realmente tenha resultados eficientes de prospecção e fidelização. “Um grande erro é que o acesso às ofertas se dá a um público muito abrangente, muitas vezes não qualificado, para a empresa anunciante. Quando isso acontece, as empresas recebem muitos consumidores, porém, poucos que poderão se tornar clientes num contexto diferente da oferta”, reforça o diretor da Buy2Joy.

Segundo Silvio Tanabe, consultor de marketing digital da Magoweb, as compras coletivas chamam atenção para um princípio primário do marketing, qualidade e satisfação do cliente. “O grande risco que os empreendedores correm ao investir nos sites de compra coletiva sem planejamento adequado é atrair os clientes, mas por vezes podem se esquecer de avaliar se estão realmente preparados para atendê-los com a qualidade e satisfação necessária para fazê-los clientes fiéis”, pontua.

Principais riscos das compras coletivas:

Planejamento

Uma pequena empresa sem o acompanhamento necessário pode fechar suas portas quando oferece um desconto de mais de 60% de seu produto e ainda precisa pagar uma comissão de 50% ao site. “Se o número de vendas for alto, a pequena empresa pode não ter estrutura preparada de atendimento, não ter horários disponíveis em agenda, perder o espaço dos já frequentadores de seu estabelecimento e sofrer uma grande baixa de faturamento”, explica Flávio Antonio da Costa Filho, diretor da Buy2Joy .

Público

É preciso avaliar se o público alvo do seu negócio está nos sites de compras coletivas. “Não é atrativo investir neste negócio se o seu público-alvo não for o que costuma participar desse tipo de promoção. Por isso é importante acompanhar os sites e as empresas que participam, de modo a se fazer uma avaliação das reais oportunidades”, aconselha Silvio Tanabe, consultor de marketing digital da Magoweb.

Além disso, a abordagem dos sites de compras coletivas visa estimular o público a "tirar proveito" de uma oportunidade e não conhecer uma nova empresa ou um novo serviço. “A consequência disto é que formamos uma classe de consumidores de oportunidade que não necessariamente estão interessados em criar vínculo e relacionamento com as empresas anunciantes”, pontua o diretor da Buy2Joy. Para o executivo, em longo prazo, isto leva a uma guerra de preços sem fim entre empresas, “diminuindo sua lucratividade e a qualidade destes serviços prestados”.

Fonte: HSM

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