Os portais corporativos estão em xeque

Na atualidade, as possibilidades de acesso à informação digital conectada diferem diametralmente do início da internet. A transformação relevante na forma de consumir conteúdos está acontecendo ao longo dos últimos dez anos. A introdução dos bancos de dados na base de servidores da web e a evolução dos dispositivos móveis alteraram toda a configuração de acesso do usuário ao conteúdo digital. Assim, muitas estratégias empresariais na web, como a produção e manutenção de um Portal Corporativo, estão sendo revistas como estratagema de comunicação.

No fim dos anos 90, o Portal era um formato bem inteligente de estabelecer contato com o consumidor. Naquele contexto tecnológico, o formato surgiu, no início da internet, como um aglutinador de conteúdos de determinado segmento. E, também, naquela época, a estrutura tecnológica permitia somente a construção de Portais com base em páginas estáticas, ou seja, uma página em HTML que levava a outras por meio de hiperlinks, com a navegação do usuário sendo induzida. Não havia outra forma de encontrar informação.

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Tanto que o principal buscador no Brasil era o Cadê e para ter um website listado nele era necessário cadastrar-se no sistema, informando o endereço e palavras-chave. Também existiam os webrings, que faziam a função de centralizar links de um determinado tema, como o pioneiro do Webmonkey, o qual reunia os endereços de sites específicos para desenvolvedores da Internet movida à lenha. É neste contexto em que nasce o modelo dos portais e sua função era muito bem-vinda.

Com a introdução das tecnologias que proporcionavam acesso a banco de dados via web, os sites e portais passaram a ter uma estrutura dinâmica, que permitia acesso ao seu conteúdo a partir de um sistema de busca. Assim, o usuário produz os seus próprios roteiros de navegação pelo Portal.

Já o aprimoramento algorítmico dos mecanismos de busca, tendo o Google como o seu maior expoente, fez com que não se precisasse mais conhecer a URL de uma empresa para conseguir acessar o seu conteúdo.

Hoje, isso parece muito comum, mas como vimos, nem sempre foi assim. Portanto, pode-se afirmar que o acesso aos conteúdos corporativos será realizado de outra forma, já que o contexto é de um processo de evolução tecnológica – apesar de muitos tentarem interrompê-la por questões de vantagens competitivas – em que os sistemas continuarão sendo desenvolvidos.

Na era das Redes Sociais Conectadas e suas formatações em Mídias Sociais Conectadas, as empresas encontraram uma grande oportunidade de conversar com os seus públicos-alvo sem a necessidade de trazê-los para os portais corporativos.

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Agora é possível encontrar porções da empresa no Orkut ou Facebook, por exemplo. Estes silos de conversação, não alcançados por motores de busca, construíram uma dinâmica própria de interatividade entre os seus cadastrados e as empresas. É a busca do sonho dourado das empresas em manter o diálogo personalizado com seus consumidores, anteriormente desejado também através do Portal e, agora, das redes sociais conectadas.

Com o forte desenvolvimento tecnológico dos dispositivos móveis conectados, como smartphones, tablets etc, e paralelamente a queda de custo destes aparelhos para o usuário, os equipamentos passaram a ser a principal porta de entrada para que o consumidor estabeleça contato com as empresas e se relacione com elas através da interface de redes sociais.

Para facilitar mais ainda o acesso, foram criados aplicativos nos dispositivos móveis que conectam o consumidor diretamente às informações ou serviços oferecidos pelas empresas. Esta facilidade proporcionada pela mobilidade e pelos aplicativos instalados neles é uma forma veloz, quase instantânea, de interação direta entre um ponto e outro, quase uma comunicação ponto a ponto.

Com uma informação visual baseada em ícones, que facilita muito a navegação, e com as possibilidades de personalização, o usuário desse tipo de acesso à informação digital tem o seu tempo de busca e obtenção otimizado.

Com toda essa facilidade, acredito ser uma tarefa inglória tentar fazer o usuário, que já acessa informações na forma descrita acima, digitar uma URL, depois verificar quais os canais estão disponíveis e quais são os sub-menus ou, ainda, ter que digitar o que deseja procurar no sistema de busca do Portal (alguns usam até o Google para isso) e entre os links listados (muitos redundantes), pesquisar e encontrar qual deles possui a informação pretendida.

Nesse novo ecossistema informativo, a função do Portal está em xeque. Com o formato de acesso via dispositivos móveis e por intermédio de aplicativos, os agentes inteligentes logo tomarão conta desse meio, permitindo que o usuário receba informações que necessita sobre a empresa (serviços e produtos), mas esta interface emergirá da base de dados que contém a sua historicidade, rotas de acesso, dados sobre a sua agenda do dia, informações sobre o planejamento futuro de atividades, perfil, visão de vida etc. Parece ficção, mas esse momento está bem próximo.

Fonte: IDGNow

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