E-commerce pode ser nicho?

Quando começamos qualquer assunto em relação ao e-commerce logo pensamos nas lojas mais conhecidas, como Americanas.com e Submarino.com, lojas que fazem parte da B2W, maior conglomerado de e-commerce do Brasil, que ainda domina as vendas no setor.

Diversas empresas têm em suas estratégias colocar seus produtos nessas – e outras – grandes lojas para vender. O lucro é menor, mas o volume de vendas é muito grande, o que acaba sendo vantajoso para as marcas que vendem através de revendas, além de ampliar o conhecimento da marca.

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Nos últimos anos, o mercado digital cresceu. Cresceu em números de internautas, empresas e tem se tornado um grande comércio no Brasil, com enorme potencial. É certo que apenas 30% dos internautas compram pela web, mas as chances desse percentual aumentar nos próximos anos são grandes e animadoras.

Lojas como o Submarino.com vem crescendo. São sites que abrem espaço para a venda de todos os produtos, são multimarcas. Vendem todos os tipos de produtos, marcas e serviços. Trabalham forte sua divulgação em portais e links patrocinados para atrair audiência, assim, atrair mais varejistas. Esse foi o primeiro movimento do e-commerce no Brasil.

Na sequência vimos o crescimento de lojas virtuais de marcas próprias que enxergaram no canal uma fonte de novas vendas; depois varejistas consagrados entraram no mercado eletrônico, como o caso das Casas Bahia por exemplo; entretanto, todos esses movimentos são de sites que vendem todos os tipos de produto, pois dessa forma podem atrair um enorme público de pessoas interessadas em máquinas fotográficas, computadores, livros, DVDs, geladeiras, televisões entre outros produtos em um só lugar.

Mas e o nicho? E a teoria que Cris Anderson nos ensinou no best seller “Cauda Longa”, há espaço para o nicho no e-commerce? Com certeza, e não apenas nicho de músicas, como Anderson descreve tanto em seu livro, mas em todos os tipos de nicho.

Segundo matéria recente da Revista Exame (Edição 984) esse é o caso da Netshoes, empresa que surgiu em 2000 em São Paulo e hoje já figura entre na 3ª posição do e-commerce no Brasil com faturamento acima dos 400 milhões de reais. E só vendendo artigos esportivos como chuteiras, camisas de futebol, calções e meias.

A aposta aqui é no nicho dos esportistas amadores, nicho esse que incentivou a Nike a se juntar com a Apple e lançar um dos maiores cases de Co-branding do mundo, o Nike Plus ou Nike+iPod.

A Netshoes usou de estratégias parecidas com as marcas. Entrou ativamente em um dos maiores varejistas online do mundo, o Mercado Livre, oferecendo seus produtos no canal. Lucrou menos, mas conseguiu enorme visibilidade e conhecimento de marca. Conquistou clientes fiéis através do Mercado Livre que indicaram a marca a amigos. Aos poucos, a marca ficou menos “refém” do Mercado Livre e caminhou com as próprias pernas.

Com o faturamento crescendo, a Netshoes apostou em patrocinar times e comprar mídia na TV para atrair audiência ao site. Uma sacada inteligente, pois uma marca digital não se pode pensar apenas no digital. Campanhas 360º são as mais efetivas e a Netshoes apostou não apenas em banner em portais como em patrocínios e mídia na TV.

Em resumo, há sim muito espaço para a segmentação no e-commerce, assim como há espaço na web. Vemos aqui mais um input para a eterna discussão: Internet é uma mídia de massa ou segmentada? O que você acha?

Obs: Este não é um post patrocinado por nenhuma das marcas citadas no artigo. O Coletivo Mídia Boom dá total liberdade para que nossos colunistas possam escrever sobre qualquer marca, produto ou serviço sem que tenhamos nenhum vínculo com estas empresas.

Fonte: Mídia Boom

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