Dicas

Como planejar um Email Marketing

Como organizar uma campanha

Um e-mail marketing é a “mala-direta” virtual. Ou seja, toda correspondência recebida via e-mail com o intuito de comunicar, informar, vender ou promover um produto ou serviço a diversas pessoas. É uma das mais poderosas ferramentas para a divulgação de sua loja virtual e o seu uso correto é meio caminho para o sucesso do seu e-commerce. O custo é baixo e atinge um grande número de pessoas em pouco tempo, podendo se tornar viral (amigos encaminham para outros sucessivamente), é dirigida (encaminhada a usuários potenciais) e mensurável (você pode medir quantos cliques houveram, quantas falhas de envio, endereços inválidos, mensagens abertas etc). Uma outra vantagem é que quando bem planejada a campanha atrai um tráfego qualificado para o seu site.

30 dicas para usar as redes sociais nos negócios

redesxnegociosHoje em dia é comum que empresas criem perfis no facebook, Orkut, Twitter etc. O principal objetivo é divulgar suas marcas através das redes sociais. Mas, de nada adianta ter as ferramentas e não saber usá-las. Por isso, o site Inc. elaborou uma lista com 30 dicas para os empresários apreenderem a utilizar corretamente as redes sociais em seu benefício. Veja:

1. Ofereça uma espiada nos lançamentos

Coloque uma prévia de novos produtos e serviços na internet. Por exemplo, John Doyle, fundador da empresa John chocolate e Kira na Filadélfia, postou fotos de lançamentos de sua empresa no Flickr e convidou os clientes para comentarem.

2. Aproveite os seus conhecimentos

Compartilhe os conhecimentos que você adquiriu através de seu comércio e promova a sua marca. Ford Models, por exemplo, tornou-se uma sensação do YouTube através de uma série de vídeos que oferecem dicas de beleza e moda.

3. Demonstre o que sua empresa faz

Mostre na rede o que sua empresa faz. Os clientes vão conhecer o seu negócio além do papel e você conseguirá transmitir também seus valores. O diretor de marketing da Blendtec, George Wright,  fez isso e conseguiu impulsionar as vendas da Blendtec em 700%.

4.Espalhe a sua marca

Quer atrair mais tráfego para seu site? Ajude a espalhar a sua marca incentivando os visitantes a partilhar os conteúdos de que gostam. GotCast é um site que conecta diretores de elenco com os atores aspirantes, atrai novos visitantes por postar vídeos e permite que outras pessoas compartilhem links de vídeo no site. Uma maneira de promover a partilha de conteúdo de seu site é instalar um widget, como o AddThis, que automatiza links para sites populares.

5.Seja sincero

Em tempos de crise econômica, a transparência é importante para manter e atrair clientes.  Criar um blog da companhia é uma maneira fácil de manter a comunicação aberta com os clientes. Giacomo Guilizzoni, fundador do San Francisco software Balsamiq possui um blog em que divulga números para mostra a solidez de sua empresa.

6.Tenha cuidado com o que fala

Mas tenha cuidado o que você diz sobre os outros. Quando Leslie Richard, proprietário de uma empresa de vestuário Carolina do Norte, descreveu Vision Media Television como um "spam", ela foi processada em US$ 20 milhões.

7. Interaja com os visitantes, realmente

Não basta colocar criar um blog ou uma página de Facebook se o sentido da conversa só vai para um lado. Matt Mullenweg, fundador da plataforma de blogs Wordpress, diz que  não interagir com os visitantes pode “matar” a comunidade.

8 Não terceirize o serviço de rede social

Com todas as outras tarefas necessárias dentro da sua empresa, é tentador terceirizar a gestão de mídia social ou mesmo tentar automatizar o processo. Isso pode facilmente virar contra você, como Joe Pulizzi, fundador do Cleveland Junta42 que mandava mensagens automáticas para os novos seguidores do Twitter.  Logo, os números de seguidores caíram, pois as mensagens mais pareciam spams.

9.Não finja ser outra pessoa

Graças ao endereço IP de rastreamento, os observadores também pode rapidamente dizer quando empresas adotam identidades falsas. Não só a prática pode ferir a reputação de sua empresa,  mas também pode acabar em problemas legais. A clínica de cirurgia plástica Lift Lifestyle teve que pagar 300.000 dólares para o estado de Nova York , pois seus empregados postavam opiniões lisonjeiras sobre empresa, sem se identificar.

10.Conecte os funcionários

Empresa como a IBM tem construído redes em “casa”, que conectam empregados que trabalham em locais diferentes. Pequenas e médias empresas podem tirar proveito das ferramentas disponíveis para facilitar a colaboração. A Agência Hoffman, uma empresa de relações públicas, usa Ning, que permite aos utilizadores construir redes sociais personalizadas, para conectar seus funcionários nos EUA, Europa e Ásia.

11 Recompense a fidelidade dos clientes

Através de meios de comunicação social, as empresas podem executar promoções mais planejadas e com maior frequência. Chuviscos Cupcakes, uma cadeia de padaria com base em Beverly Hills, Califórnia, usa o Twitter para enviar diariamente ofertas promocionais. Isso ajudou a empresa a atrair mais de 17.000 seguidores.

12. Veja o que as pessoas estão falando sobre você

Uma breve pesquisa das menções de sua empresa no Facebook, Twitter, e Yelp pode render uma mina de ouro de informações relativas à sua reputação. Muitos usuários no Yelp, por exemplo, sugeriram que empregados do Quimby’s Bookstore, em Chigado, eram menos que bem-vindos. Depois de ler os comentários, o proprietário Eric Kirsammer focou em melhorar o serviço ao consumidor. Aplicações como monitter e Trackur pode ajudá-lo a acompanhar conversas por toda a internet.   

13. Fazer as pazes com clientes insatisfeitos, rapidamente

Andy Carlson, proprietário da loja Ace Hardware em Denver, uma vez se deparou com um comentário no Twitter, postado por um cliente nervoso que comprou uma ferramenta e ela quebrou após seu primeiro uso. Ele resolveu o problema em questão de minutos, dirigindo o cliente a uma loja da área e notificando-o sobre o tempo de garantia do produto. O melhor de tudo foi que, Andy Carlson foi capaz de retirar a reclamação depois do horário comercial – impedindo que palavras negativas viessem à tona.

14. Não fique na defensiva

Uma crítica severa sobre seu negócio em sites como o Yelp, pode não só ferir seu ego como também machucar seu meio de vida, seu sustento. Mas resista a tentação de lançar-se ao público. Sarah Dunbar, proprietária do Oakland vintage botique Pretty Penny, responde privadamente a nada menos que comoventes críticos e motiva-os a visitá-la pessoalmente. E tenha sempre em mente que você não pode agradar a todos. Depois que Dunbar escreveu a um cliente insatisfeito, o comentador a acusou de realizar “negócios obscuros” por tentar influenciar opiniões.

15. Mantenha os consumidores no laço

Freqüentemente em seu caminho? Twitter pode ajudar seus clientes a acompanhar seus mais recentes destinos. Kogi Korean BBQ, que opera o carrinho de alimento em Los Angeles, mantém seus seguidores do Twitter constantemente informados de sua localização física. A atualização em tempo real ajuda Kogi a manter a demanda, assim como clientes alinhados em antecedência na transmissão da localização.

16. Descubra clientes potenciais

Uma breve pesquisa de palavras-chave pode ajudá-lo a achar clientes em perspectiva que pode não estar ciente de sua empresa, mas ainda assim, poderiam se beneficiar com seu produto ou serviço. Bob Scaglion, diretor administrativo sênior em NewYork real-estate gestor da companhia Rose Associates, gerou 100 usuários iniciais por mês no Twitter para sua empresa, simplesmente respondendo aos usuários que twitaram incluindo frases como “mudando para a cidade de New York ” e “sem taxa de locação”.

17. Aumente sua participação de mercado

Mídia Social pode ajudar sua companhia a atingir múltiplos mercados ao mesmo tempo. A rede de restaurantes Boloco enfatizou maior parte de sua propaganda e publicidade em Boston, que abriga 13 de suas 16 localizações. Mas como experiência, o CEO John Pepper decidiu postar a cópia de um cupom de um jornal local no Twitter, com o intuito de impactar consumidores em Vermont e New Hampshire. Os resgates de cupons cresceram para mais de 150% como resultado.

18. Marque sua publicidade online

Ambos Facebook e MySpace, permitem que empresas veiculem anúncios que atraiam grupos específicos de usuários baseados na informação que eles incluem em seus perfis. Ao publicar anúncios no Facebook direcionados a estudantes em faculdades específicas, StorQuest Self Storage, que tem sua localização no Arizona, Califórnia, Colorado e Havaí, aumentou seus números de alugueis para mais da metade.

19. Veja onde seu cliente está

Um crescente número de redes sociais é projetado especialmente por usuários ativos, e alguns, como aplicativos móveis Foursquare, oferecem ferramentas especializadas para empresas. Sobremesas congeladas da rede Tasti D-Lite, por exemplo, usa o Foursquare para coletar dados sobre quantas pessoas visitam seu espaço e enviar ofertas promocionais para consumidores freqüentes.

20. Deixe os consumidores se ajudarem

Incluindo um fórum de consumidores em seu website ou em seu perfil de rede social, pode ajudar a melhorar o serviço ao consumidor, enquanto se constrói um senso de comunidade. No Poolcenter.com, varejista de equipamentos de piscina sediado em Arlington, Virginia, clientes freqüentemente preenchem os requisitos de equipamento para piscina antes de contratarem os representantes de serviço ao consumidor. Get Satisfaction e Fixya são dois sites que oferecem espaços dedicados para fóruns de serviço ao consumidor.

21. Construa uma comunidade além do seu negócio

O site de photos SmugMug se estabeleceu como um recurso para fotógrafos competentes em parte graças a um fórum, Digital Grin, onde membros do trade aconselha em tópicos as melhores técnicas para tirar fotos a noite e capturar cenas de casamento. Com exceção de uma sessão de suporte no final, o fórum é dedicado aos fotógrafos em geral, ao invés de serviços para a própria empresa.

22. Deixe os consumidores contribuir

FrontPoint Security, fornecedor de segurança para casa em McLean, Virginia, começou a coletar testemunhos em vídeos de seus consumidores, que filmaram eles mesmos com câmeras Flip. Os vídeos são postados no site FrontPoint e no Youtube, e até mesmo em blogs pessoais de consumidores. Esforços de vídeos do FrontPoint tem ajudado a empresa a crescer mais do triplo em vendas.

23. Ajude os outros a lhe promover

Mídia social pode ajudá-lo a encontrar consumidores apaixonados que tem mais do que desejo de espalhar ao mundo sobre sua empresa. A fabricantes e fornecedora de arte Fiskars, estendeu seus serviços para os utilizadores do scrapbook convidando quatro usuários assíduos para blogar. Sua comunidade de artesanatos, chamada Fiskateers, vem desde então atraindo 5.000 usuários que servem como marcas evangélicas.

24. Cultive relacionamentos que levem as vendas

Recentemente, depois de ter se juntado ao Twitter, J. R. Cohen, responsável do The Coffee Groundz, a Houston coffee shop, começou a incentivar seus seguidores a visitarem-no na própria loja. Ele começou a conhecer os consumidores tão bem que eles, não apenas iniciaram conversações com J.R. Cohen através do Twitter – eles começaram a enviar pedidos através do site também. Agora, Cohen periodicamente preenche os pedidos do menu através do Twitter, apesar de não usar esta página primordialmente para este propósito.

25. Mas não promova com muita agressividade

Enquanto os usuários das redes sociais provaram estar abertos ao mercado – especialmente se envolver descontos – eles não estão acessando o Facebook ou MySpace para ficar sabendo dessas ofertas. Se o seu perfil ou blog parecer como um anúncio, irá afastar os visitantes. Kent Lewis, fundador da empresa de Portland marketing online Anvil Mídia, incentiva os usuários do Twitter, por exemplo, a passar adiante as notícias industriais e retwitar itens interessantes de outras pessoas com suas próprias promoções.

26. Encontre maneiras de motivar seus visitantes off-line

Em Março, Cinda Baxter, uma consultora de varejo em Minneapolis, finalizou uma postagem em um blog de negócios local com uma simples ideia: escolha três negócios para apoiar e gaste um montante combinado de 50 dólares por mês. A postagem estimulou centenas de ações, o suficiente para ela começar seu próprio website, o qual, desde então, tem atraído o apoio de mais de 12 mil negócios. Baxter tem usado a publicidade em seu site para suportar seu negócio de consultoria. Ela agora viaja a negócios para aconselhar outros consultores sobre como ajudar dentro de suas comunidades.

27. Encontre pessoas influentes no seu meio

Com o intuito de manter seu blog sempre atualizado, tenha certeza de manter seus olhos abertos para o que os outros estão fazendo na internet. Ler blogs independentes e entrar em grupos do Facebook e do LinkendIn, é uma boa maneira de se aproximar nas conversas. Spoonflower, um designer de tecidos de Mebane, Carolina do Norte, construiu uma comunidade com mais de 40 mil membros através do boca a boca em blogs do meio.

28. Acelere sua credibilidade ajudando os outros

Para provedores de serviço, estabelecer-se como um experiente no meio pode rapidamente lhe trazer muitos negócios. A ferramenta de resposta do LinkedIn proporciona aos proprietários do programa fazer exatamente isso. Heidi Cool, uma consultora de Web Design em Cleveland, utiliza o LinkedIn Answer para pesquisas relacionadas ao seu segmento e gasta de uma a duas horas por semana nele. Em um mês, ela gerou 29 frentes de serviço utilizando o programa.

29. Procurando por talentos fora dos caminhos tradicionais

Enquanto o LinkedIn é especificamente feito para uso profissional, algumas companhias tem achado outras redes sociais eficientes para recrutar novos parceiros. Jason Averbrook, CEO de gerencia de consultas da Knowledge Infusion, achou 19 candidatos em dois dias, simplesmente escrevendo sobre sua procura no seu status do Facebook, LinkedIn e Plaxo, que agregaram informações  de contato das redes sociais.

30. Conecte-se com parceiros em potencial

LinkedIn foi projetado para ser utilizado em uma rede profissional, empresários podem achar contatos valiosos nele. Josh Steinitz, CEO da NileGuide, um site de planejamento de viagens localizado em São Francisco, usou o LinkedIn para achar parceiros de negócios identificando companhias com interesses em comum  e então perguntando a eles por contatos que poderiam ajudá-lo. Um terço das requisições da companhia gerou parceiros para ela.

Fonte: AdNews

Imagem: Blog do E-commerce

Redes sociais: como utilizar as ferramentas para gerenciar equipes

Consultora monta uma lista de dez atitudes que os CIOs devem adotar no ambiente de Web 2.0, com o intuito de aumentar a produtividade das empresas e reter talentos

O ano de 2010 promete grandes rupturas. Depois de um momento de crise internacional, há uma expectativa de que as empresas apostem em novos modelos de negócio e, ao mesmo tempo, valorizem mais os profissionais que estejam preparados para mudanças.

Dentro desse contexto, o CIO - bem como os demais executivos do C-level - vão ter de aprender a utilizar as redes sociais para gerenciar suas equipes, defende a fundadora da consultoria de negócios RiverFork Consulting, Melissa Dutmers. Para ela, a Web 2.0 oferece uma série de ferramentais para reter talentos ou aumentar a produtividade e que, necessariamente, precisam estar no radar dos executivos.

Como ganhar dinheiro com as redes sociais

web_2.0Nas redes de relacionamento, cada clique é importante porque os acessos valem dinheiro e dinheiro é oportunidade – para você, para o seu público e para o anunciante. Não participe de todas as redes, tenha foco e monte uma estratégia.

Os canais de interatividade abriram portas para negócios em todos os segmentos de mercado. Ganhar dinheiro através das redes de relacionamento é mais uma das oportunidades nas práticas digitais.

Um ambiente que leva metade do nosso desprendimento de tempo ou, às vezes, todo nosso tempo de trabalho, já envolve lucro e consolidação para empresas e investidores.

Kotler responde 10 perguntas sobre mídias sociais

Com sua obra Marketing Management, que se tornou uma bíblia nas faculdades de administração, o americano Philip Kotler, 78 anos, conferiu status acadêmico à disciplina, da qual se converteu em uma espécie de papa. Professor emérito da Kellogg School of Management e autor de livros traduzidos em mais de 20 idiomas, Kotler recentemente esteve em São Paulo, a convite da HSM. Nesta entrevista, ele esmiúça as dúvidas que pairam a respeito da influência que as chamadas mídias sociais terão nos negócios daqui para a frente. Em sua opinião, chegará o dia em que todas as empresas serão compelidas a veicular suas mensagens em sites como o YouTube.

1. De que modo as empresas devem utilizar redes sociais como ferramenta de marketing? Marcelo Bezerra

As companhias ainda não encontraram as respostas mágicas a respeito de mídias sociais, como Facebook e MySpace. Nelas, milhões de pessoas conversam sobre produtos e experiências de consumo todos os dias. É um novíssimo mundo, em que essas conversas terão mais influência do que os comerciais. Mas também tenho visto campanhas feitas para estimular o diálogo entre os consumidores. Muitas empresas de bens de consumo, como Dell e Burger King, têm realizado experiências nas redes sociais para ver o que acontece.

2. O site YouTube deve ser visto pelas empresas como uma ferramenta de marketing? Sergio Borges

As pessoas estão se entretendo cada vez mais assistindo ao YouTube. Talvez não irão até a página de uma empresa para assistir a um comercial. Mas como as companhias não sabem quem terá ou não interesse, vale a pena veicular comerciais curtos. Os vendedores, por exemplo, poderão enviar o vídeo para os clientes. Chegaremos a um ponto em que todas as empresas, grandes ou médias, terão um vídeo no YouTube. Lembre-se que clientes insatisfeitos também podem criticar ou satirizar uma marca no YouTube. As companhias hoje têm muito menos controle sobre o mercado.

3. Em meio a mudanças de comportamento de consumo e às novas ferramentas de marketing, como reconhecer o melhor caminho para cativar o consumidor? Samuel Augusto Orefice

As empresas devem, principalmente, entregar o que prometem e oferecer um excelente serviço. É sobre isso, na verdade, que os consumidores falam nas redes sociais. As pessoas aprendem rapidamente quais são as boas e quais são as más empresas. E essa propaganda boca a boca espalha-se muito rápido. Com monitoramento, você pode encontrar quatro cenários: 1) tudo o que se fala é negativo, o que é o pior cenário; 2) ninguém fala nada; 3) há quem fale de forma positiva e quem fale de forma negativa; 4) tudo o que se fala é positivo.

4. Na sua opinião, o que vai diferenciar o marketing da próxima década do marketing feito atualmente? Joacy Pedro de Macedo Medeiros

Não haverá uma mudança tão grande quanto a ocorrida há 20 anos, com o surgimento da internet. Não sei o que será a próxima grande invenção. O consumidor mais cuidadoso na hora de gastar talvez perceba que menos é mais. Ele descobriu que está trabalhando muito sem aproveitar tanto a vida.

5. Até que ponto o marketing de experiência é, de fato, eficiente para os negócios? Vanessa Dalmás

As empresas devem compreender que, em seus negócios, há design e venda de experiência. Um exemplo é a Starbucks. Ela tem condições de cobrar até US$ 4 por uma xícara de café, mesmo sabendo que o cliente consegue comprar mais barato. A experiência Starbucks é um punhado de coisas: é o seu terceiro endereço, depois da casa e do trabalho; é o lugar onde você passa um tempo para relaxar ou conversar com os amigos; é onde usa o computador o dia inteiro sem nenhum problema.

6. Como superar o desafio de fazer o cliente entender que nem sempre o menor preço é a escolha mais apropriada? Paulo Legutcke

A recessão mostrou que as melhores companhias são aquelas que oferecem produtos de qualidade por um preço baixo, como McDonald’s e Wal-Mart. As empresas que optam em vender produtos mais caros têm algumas alternativas. A primeira é demonstrar que a qualidade dos seus produtos é realmente superior. A segunda é criar uma outra marca, uma submarca, não tão boa quanto a primeira, mas satisfatória. Isso é interessante porque dá opções ao consumidor. Normalmente, o cliente acaba preferindo o produto de menor custo. Isso aconteceu com a Procter & Gamble e com a Colgate. Mas é melhor perder espaço para uma submarca da empresa do que para um concorrente.

7. De que forma a gestão de marcas pode contribuir com a gestão da empresa, em meio a uma crise econômica? Carlos Bittar Ghanem

Pode contribuir, sim, desde que a empresa já possua uma marca forte. Para enfrentar a recessão, essas companhias não serão obrigadas, por exemplo, a reduzir os preços tanto quanto as outras. Já as empresas que não investiram em branding estarão duplamente em apuros: além de fragilizadas, não poderão construir uma marca nesse momento. O branding exige recursos financeiros difíceis de obter nesses tempos.

8. Se o senhor fosse abrir uma empresa com base em algo inovador, qual estratégia empregaria para promover esse novo produto? Leandro Rodrigues de Oliveira

Se uma empresa é criada com muito dinheiro, provavelmente usará a mídia tradicional para chegar ao seu público-alvo. Mas se o dinheiro for escasso, precisará ser mais inteligente e construir sua reputação de forma mais barata, quase pessoa por pessoa. Uma opção é criar listas de e-mails e torcer para que a propaganda boca a boca se espalhe.

9. Como as grandes empresas devem superar a dicotomia entre oferecer alta lucratividade aos acionistas, no curto prazo, e sustentabilidade, no longo prazo? Enildo Amaral

As companhias, especialmente as de capital aberto, têm a tendência de tomar todas as decisões no curto prazo. Por isso, as empresas familiares levam vantagem: suas decisões não serão públicas. Se você tem um CEO que está prestes a se aposentar, suspeito que ele irá priorizar o curto prazo e tentará aumentar os lucros, reduzindo custos na área de pesquisa e desenvolvimento de produtos, deixando de contratar pessoas. Uma forma de evitar isso é reduzir a bonificação do executivo na saída.

10. Qual deverá ser o perfil do gestor de marketing dos próximos 30 anos? Gustavo Bernardes

Os novos marqueteiros estão fazendo melhor trabalho ao chamar seus subordinados e clientes para participarem do desenvolvimento de ideias e da concepção dos novos produtos. Chamamos isso de marketing de cocriação. Eles também estão percebendo que há dois tipos de consumidores: aqueles que se preocupam somente com o preço, que chamamos de clientes transacionais, e aqueles que querem algum tipo de consultoria ou até mesmo alguma customização, que são os chamados clientes consultivos.

Fonte: Midiassociais.net

Imagine Comunicação Digital

Av. Treze de Maio, 1116, Sala 1901, Fátima | CEP: 60040-530 | Fortaleza - CE - ver no mapa | Google+

Telefone: +55 (85) 3032-9525 | Email: atendimento@imagineseusite.com.br | Siga nas redes:

© Imagine Comunicação Digital